12 de outubro de 2009

FELIZ DIA DAS CRIANÇAS


“E a gente canta e a gente dança
E a gente não se cansa de ser criança
A gente brinca na nossa velha infância...”
(Arnaldo Antunes / Carlinhos Brown / Marisa Monte)


Amo viver o presente, mas é um momento mágico voltar no tempo e relembrar cada momento da minha infância. Os amigos que fiz quando pequena são os mesmos que estão comigo até hoje nos momentos felizes e difíceis da vida.
Cultivei minhas amizades e hoje vejo que valeu a pena. Além de poder reviver momentos de criança, os faço com as mesmas pessoas que estavam ao meu lado.
Sob o sol da Bahia dancei, brinquei, li, escrevi, ri e chorei. Foi lá que formei minha personalidade e que, junto à minha família, pude formar meus valores e entender que amizade e simplicidade são ótimos ingredientes para formar uma base sólida para a vida.
Cresci, fiz amigos pelo mundo, mas não tenho vergonha de dizer que ainda gosto de ser, em alguns momentos, uma criança grande.
É com sobrinhos e afilhados que sento no chão, me lambuzo com chocolate, brinco de boneca e até de carrinho.
A inocência daqueles que um dia serão adultos me dá ânimo para saber que, pelo menos com as pessoas próximas a mim, teremos seres humanos melhores no comando do mundo.
Desejo que nos próximos anos nossas amizades aumentem mais, nossos reencontros com os que não vemos há tempo sejam mais freqüentes, que a família dos palhaços cresça e que eu esteja por aqui para dividir meus momentos com vocês.
Um beijo enorme desta adulta que ama viver a vida com a leveza de uma menina.


SANDRA TESCHNER
Revista Ponto de ENCONTRO

11 de outubro de 2009

SAUDADE!!! - NÃO DEIXE DE LER!!!


Artigo do Dr. Rogério Brandão
 Médico oncologista clínico
 RC Recife Boa Vista D4500

 Médico cancerologista, já calejado com longos 29 anos de atuação
 profissional, com toda vivência e experiência que o exercício da
 medicina nos traz, posso afirmar que cresci e me modifiquei com os
 dramas vivenciados pelos meus pacientes.

 Dizem que a dor é quem ensina a gemer.

 Não conhecemos nossa verdadeira dimensão, até que, pegos pela
 adversidade, descobrimos que somos capazes de ir muito mais além.
 Descobrimos uma força mágica que nos ergue, nos anima, e não raro, nos descobrimos confortando aqueles que vieram para nos confortar.

 Um dia, um anjo passou por mim...

 No início da minha vida profissional, senti-me atraído em tratar
 crianças, me entusiasmei com a oncologia infantil. Tinha, e tenho
 ainda hoje, um carinho muito grande por crianças. Elas nos enternecem e nos surpreendem como suas maneiras simples e diretas de ver o mundo, sem meias verdades.

 Nós médicos somos treinados para nos sentirmos "deuses". Só que não o somos! Não acho o sentimento de onipotência de todo ruim, se bem dosado. É este sentimento que nos impulsiona que nos ajuda a vencer desafios, a se rebelar contra a morte e a tentar ir sempre mais além.
 Se mal dosado, porém, este sentimento será de arrogância e
 prepotência, o que não é bom. Quando perdemos um paciente, voltamos à planície, experimentamos o fracasso e os limites que a ciência nos impõe e entendemos que não somos deuses. Somos forçados a reconhecer nossos limites!

 Recordo-me com emoção do Hospital do Câncer de Pernambuco, onde dei meus primeiros passos como profissional. Nesse hospital, comecei a freqüentar a enfermaria infantil, e a me apaixonar pela oncopediatria.
 Mas também comecei a vivenciar os dramas dos meus pacientes,
 particularmente os das crianças, que via como vítimas inocentes desta terrível doença que é o câncer.

 Com o nascimento da minha primeira filha, comecei a me acovardar ao ver o sofrimento destas crianças. Até o dia em que um anjo passou por  mim.

 Meu anjo veio na forma de uma criança já com 11 anos, calejada, porém por dois longos anos de tratamentos os mais diversos, hospitais, exames, manipulações, injeções, e todos os desconfortos trazidos pelos programas de quimioterapias e radioterapia.

 Mas nunca vi meu anjo fraquejar. Já a vi chorar sim, muitas vezes, mas não via fraqueza em seu choro. Via medo em seus olhinhos algumas vezes, e isto é humano! Mas via confiança e determinação. Ela entregava o bracinho à enfermeira, e com uma lágrima nos olhos dizia: faça tia, é preciso para eu ficar boa.

 Um dia, cheguei ao hospital de manhã cedinho e encontrei meu anjo
 sozinho no quarto. Perguntei pela mãe. E comecei a ouvir uma resposta que ainda hoje não consigo contar sem sentir profunda emoção.

 Meu anjo respondeu:

 - Tio - disse-me ela - às vezes minha mãe sai do quarto para chorar escondido nos corredores. Quando eu morrer, acho que ela vai ficar com muita saudade de mim. Mas eu não tenho medo de morrer, tio. Eu não nasci para esta vida!

 Pensando no que a morte representava para crianças, que assistem seus heróis morrerem e ressuscitarem nos seriados e filmes, indaguei:

 - E o que morte representa para você, minha querida?

 - Olha tio, quando a gente é pequena, às vezes, vamos dormir na cama do nosso pai e no outro dia acordamos no nosso quarto, em nossa própria cama não é?

 (Lembrei que minhas filhas, na época crianças de seis e dois anos,
 costumavam dormir no meu quarto e após dormirem eu procedia exatamente assim.)

 - É isso mesmo, e então?

 - Vou explicar o que acontece - continuou ela. Quando nós dormimos, nosso pai vem e nos leva nos braços para o nosso quarto, para nossa cama, não é?

 - É isso mesmo querida, você é muito esperta!

 - Olha tio, eu não nasci para esta vida! Um dia eu vou dormir e o meu Pai vem me buscar. Vou acordar na casa Dele, na minha vida verdadeira!

 Fiquei "entupigaitado". Boquiaberto, não sabia o que dizer. Chocado com o pensamento deste anjinho, com a maturidade que o sofrimento acelerou, com a visão e grande espiritualidade desta criança, fiquei parado, sem ação.

 - E minha mãe vai ficar com muitas saudades minha, emendou ela.

 Emocionado, travado na garganta, contendo uma lágrima e um soluço, perguntei ao meu anjo:

 - E o que saudade significa para você, minha querida?

 - Não sabe não tio? Saudade é o amor que fica!

 Hoje, aos 53 anos de idade, desafio qualquer um dar uma definição melhor, mais direta e mais simples para a palavra saudade: é o amor que fica!

 Um anjo passou por mim...

 Foi enviado para me dizer que existe muito mais entre o céu e a terra, do que nos permitimos enxergar. Que geralmente, absolutilizamos tudo que é relativo (carros novos, casas, roupas de grife, jóias) enquanto relativizamos a única coisa absoluta que temos nossa transcendência.

 Meu anjinho já se foi, há longos anos. Mas me deixou uma grande lição, vindo de alguém que jamais pensei, por ser criança e portadora de grave doença, e a quem nunca mais esqueci. Deixou uma lição que ajudou a melhorar a minha vida, a tentar ser mais humano e carinhoso com meus doentes, a repensar meus valores.

 Hoje, quando a noite chega e o céu está limpo, vejo uma linda estrela a quem chamo "meu anjo, que brilha e resplandece no céu. Imagino ser ela, fulgurante em sua nova e eterna casa.
 

Obrigado anjinho, pela vida bonita que teve, pelas lições que ensinastes, pela ajuda que me deste.

 Que bom que existe saudades! O amor que ficou é eterno.
http://www.portalveda.com.br/anjos.htm

3 de outubro de 2009

http://www.google.com.br/search?q=Jogos+Ol%C3%ADmpicos+Rio+2016&ct=brazil2016&oi=ddle

OLIMPÍADAS 2016



O Brasil é o país.

O Rio é a cidade.

PARABÉNS BRASIL!!!

Sonhos de Verão


Sonhos são surpresas.
Nunca se sabe o que querem dizer ou 
onde pretendem chegar.
Não ditam verdades, preferem mandar recados.
Quem sonha entende o impossível, brinca com o 
improvável, mergulha na fantasia.
De olhos fechados, abre um mundo de possibilidades.
De olhos abertos, molda a realidade como quizer.

Liberte sua imaginação.